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Diário do Património

Todos os dias actualizado com as aventuras realizadas!


23 de Julho de 2010

Hoje, se quisesse, o dia no património poderia ser resumido em poucas palavras, no entanto penso que foi um dia muito especial não só para os participantes das actividades como também para os monitores e podia-se dizer que até para a comunidade em geral.

Começámos o dia com as habituais dinâmicas, sendo que a de hoje foi no fundo a continuação de uma já feita. A dinâmica consistia em cada um “publicitar-se” como amigo de forma anónima numa folha, em seguida foi exposto o que cada um fez e ordenadamente de cada 3 em 3 pessoas fomos buscando o texto que achássemos mais apelativo. Penso que a ideia no final seria descobrir quem estava por detrás do texto que cada um escolheu, mas como estava na hora de irmos embora guardamos cada um o papel que lhe calhou e a actividade ficou para finalizar num outro dia.

Saímos então da Junta da Freguesia de S. Victor em direcção às Convertidas onde se iniciou a nossa visita. Esta visita foi tão importante para todos nós pois desde que este edifício foi encerrado este sítio passou a estar inacessível, o que significa muito para nós pois devido ao seu estado, ninguém nos garante que não seremos também os últimos a lá entrar, sendo por isso uma oportunidade única para nos sentirmos ainda mais como parte da história.

Na Casa das Convertidas tivemos então a oportunidade de ver a dita “roda” onde as mães solteiras deixavam as suas crianças quando não as podiam sustentar mantendo assim o anonimato. Vimos o grande jardim interior que existe assim como a cruz em honra do bispo, um antigo sarcófago no lugar do tanque e a fonte que lá havia. Também tivemos a oportunidade de ir à capela de um valor inquestionável e o coro menor. Tudo era de uma beleza incrível.

Como não poderia deixar de ser, e também porque temos a consciência que apesar de um valor histórico indiscutível provavelmente nunca mais ninguém lá entrará ou fará alguma coisa em prol do restauro de todo aquele espaço e objectos que lá estão, fomos fazer o que nos compete, ou seja, registar e descrever o que houvesse para registar e descrever, mas com uma especial responsabilidade uma vez que, e como já referi, provavelmente poderemos ser os únicos a ver este espaço incrível não só por ser muito difícil lá entrar, mas também pelo estado de abandono em que se encontra e que mesmo se aberto noutras ocasiões continuará a degradar-se de dia para dia.

Foi sinceramente um dia inesquecível pois é um espaço que está dado como morto para muitos, mas que é muito especial pelo seu valor histórico sendo uma pena o estado em que se encontra.

Foi uma actividade muito especial e possivelmente única, para mim foi como que um baú velho que se abriu revelando um tesouro abandonado, uma vez que a fachada apesar de muito bonita, esconde as maravilhas do seu interior infelizmente fechadas e esquecidas…

Leandra

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22 de Julho de 2010

Hoje no património nós começámos por fazer uma dinâmica que consistia em ter um dois ou três “assassinos” e um beijoqueiro que ressuscitava os que tinham sido morto pelo “assassino” - o que acontece quando o assassino pisca o olho à sua vítima, e o beijoqueiro, para ressuscitar, tem de mandar um beijo discretamente para que ninguém o veja. E as outras pessoas que não eram “assassinos” ou “beijoqueiros” tinham de descobrir quem era o “assassino”.

Depois disso os nossos monitores pediram-nos para nos organizarmos em grupos, para nos explicarem o que íamos fazer a seguir.

Quando no disseram que íamos fazer uma photo-paper e vez de um peddy-paper.

Quando saímos da Junta divididos em grupos os monitores levaram cada grupo ao seu primeiro destino. Depois disso disseram-nos que podíamos começar e entregaram-nos umas folhas com pergunta sobre monumentos da freguesia de S.Victor.

O grupo das 7 Maravilhas foi visitar primeiro o Palacete de Matos Graça, Igreja da Senhora-a-Branca, Seminário Menor, Casa das Velas, Igreja de S.Victor e, por fim, fomos para a Junta. O grupo dos claustros foi à Casa das Convertidas, à Casa da Velha-a-Branca, ao Palacete Matos Graça, às Alminhas do Cemitério, à Capela de Guadalupe e à Antiga Junta de Freguesia, também conhecida por Escola D. Nuno Alvares Pereira.

Os restantes grupos percorreram os mesmos destinos, mas de forma desencontrada, para não nos cruzarmos uns com os outros.

Este photo-paper foi muito giro porque nos obrigou a estar com muita atenção aos pormenores dos sítios que tínhamos visitado anteriormente.


Ricardo "Ratinho" Lopes e Benny

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21 de Julho de 2010

Como todos os outros dias reunimo-nos no auditório da Junta, e fizemos um jogo de confiança em que dois elementos do grupo estavam de um lado e o resto do grupo formavam uma fila do outro lado do auditório. Dois elementos da fila, com os olhos tapados, iam até ao outro lado e o objectivo do jogo é confiarmos nos colegas.

Saímos da Junta e fomos visitar a capela do Nosso Senhor do Alecrim que não é usada. Quando acabamos de ver esta capela e preencher a ficha de sítio e inventario móveis fomos visitar a Igreja de Montariol, uma Igreja que está em óptimo estado, actualmente pertence aos monges Franciscanos. Ao lado da Igreja, também pertencente à mesma ordem, tem um grande edifício que já foi quartel militar.

Miguel Sanches

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20 de Julho de 2010


Hoje, 2º dia da terceira semana de património, começámos por fazer um jogo de dinâmica de grupo, que consistia no seguinte: Cada grupo devia inventar uma acção/actuação, que seria submetida a um júri que avaliava e dava nota do nível 1 ao 5. No fim do jogo o júri dava a pontuação e cada grupo recebia um prémio, conforme a pontuação. Ao fim do jogo fomos para a capela do Senhor dos Milagres, localizada à entrada do Bairro das Sete Fontes.

Quando já estávamos na capela, a monitora Lau fez uma breve apresentação da capela, contextualizando a sua parte histórica e descrevendo sucintamente a sua arquitectura. Ficamos a saber que a Capela terá sido inicialmente erigida em 1558 pois há uma lápide que atesta o nome da capela e a data de fundação. Posteriormente, já em 1896, um morador da zona de Lamaçães, chamado José Custódio Ferreira, tê-la-á mandado reconstruir e também gravou numa lápide esta meritosa acção.
De seguida foram distribuídas, pelos grupos participantes, tarefas para realizarem (Fichas de sítio, fichas móveis e registo de fotografias).

Quando já tínhamos terminado tudo na capela regressamos à junta, onde os monitores falaram de uma actividade que vamos realizar na última semana de património. Por fim cada um foi embora.

Andreia

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19 de Julho de 2010


Começámos a semana animados. O fim-de-semana deu tempo para recuperar energias, mas faltava-nos já a animação e agitação de “O Nosso Património”.

Para iniciar bem a semana, foi-nos dado uma dinâmica de grupo, que sempre nos ajuda a conhecer melhor os parceiros e a estar mais à vontade com eles.

Após isso, deslocamo-nos até à Casa das Goladas, edifício do Séc.XVIII, que hoje se encontra em mau estado de conservação. A particularidade daquele edifício é ter o nome associado ao martírio de S.Victor, que segundo reza a lenda foi degolado ali perto. Ficámos a saber que esta casa foi reconstruída em 1871, pois há um projecto em papel que mostra os alçados e fachadas do edifício.
É pena que esta casa esteja em avançado estado de degradação e em eminente risco de colapso.

Todos os grupos fizeram a ficha de sítio e os levantamentos fotográficos desta pérola do Séc.XVIII que ainda evoca a memória do estilo construtivo emigrante, denominado de “estilo brasileiro”.

Em seguida, cada grupo teve por missão fazer levantamentos de um edifício histórico e de uma rua antiga. Assim, um grupo fez o registo da Casa das Estátuas (Largo Senhora-a-Branca) e Via Romana XVII, outro fez o levantamento da Casa estilo Manuelina (Rua de S.Victor) e a antiga rua Nova da Seara; o terceiro grupo encarregou-se de registar o Antigo Colégio Nuno Alvares Pereira e a rua da Régoa, e o quarto grupo registou o conjunto oficinal dos sombreireiros ( casas 1, 3, 5 e 7 da Rua de S.Domingos) e a antiga rua da Corredoura.

Foi muito divertido saber que a actual Rua de S.Victor já foi dividida em 2 ( Rua Nova da Seara e Rua da Régoa) e que ainda possuiu o nome de rua da Corredoura.

No fim dos levantamentos, regressamos à Junta de Freguesia de S.Victor onde nos despedimos já com vontade que chegue o dia de amanhã.

Ricardo

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16 de Julho de 2010


Hoje, dia 16, juntámo-nos novamente no Auditório da Junta de Freguesia de S. Victor, onde fizemos um jogo, em que o objectivo era que um dos elementos do grupo saísse e os outros elementos elegessem entre si o líder do grupo, para que, esse mesmo líder fizesse várias coisas e o resto do grupo tinha que o imitar e o elemento que saísse teria que descobrir quem é que era o que liderava o grupo.

Depois ficamos a saber quais as actividades que se iam realizar neste dia, de seguida, seguimos com os monitores para a Junta de Freguesia da Sé, onde fomos visitar o Núcleo Museológico da “Domus da Escola Velha da Sé”, onde uma menina nos explicou um pouco da história da “Domus da Escola Velha da Sé”.

Também estivemos a ver um vídeo onde eram explicadas as transformações que o edifício sofreu ao longo de muitos séculos, como por exemplo, a menina teve-nos a mostrar mosaicos muito antigos, instrumentos e técnicas que nos permitiam saber como e com o que é que faziam os mosaicos, restos de alicerce da muralha medieval que existia na época dos romanos.

Quando saímos da Domus da Escola Velha da Sé, seguimos todos para o Museu dos Biscainhos. Quando chegamos ao Museu dos Biscainhos, uma senhora foi-nos explicando a história do Museu, onde ficamos a saber que o Museu foi construído no séc. XVII e o Palácio foi construído no séc. XVI. Quando chegamos à entrada principal do Museu, pousamos as nossas coisas, para que não acontecesse nenhuma desgraça, seguidamente a senhora explicou-nos que onde estamos era a entrada principal e era ali que as pessoas desembarcavam das suas carruagens e depois os cavalos iam para as cavalariças. O último proprietário do Palácio foi o 3º visconde de Paço de Nespereira. No Palácio viviam Famílias Nobres.

Em seguida, fomos visitar os vários compartimentos do Palácio, como por exemplo, o salão da Música, onde havia instrumentos relacionados com a Música e que todo o tecto era com formas decorativas relacionadas com a música, também fomos visitar a Cozinha, os quartos, a sala onde as mulheres se sentavam em cima dum estrado, onde liam, conversavam, rezavam e também fomos visitar um espaço do Palácio onde tinham as roupas que as mulheres usavam, nomeadamente os vestidos naquela época.
Por fim, fomos dar uma volta pelo Jardim, onde tiramos fotos em Grupo e terminada esta tarefa, regressámos à Junta de Freguesia de S. Victor.

“Diana Gonçalves”

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15 de Julho de 2010


O dia de hoje foi muito divertido porque aprendemos muitas coisas novas.

Na junta de freguesia de S. Victor assistimos a uma apresentação de um membro da JovemCoop, que está a tirar a licenciatura em medicina, sobre os perigos e problemas causados pelo excesso de álcool e de seguida cada grupo fez e apresentou um cartaz alusivo ao tema. Havia muitos cartazes engraçados.

Depois da apresentação fizemos um jogo em que quase toda a gente usou uns óculos muito giros que faziam com que as pessoas parecessem com excesso de álcool, o que protagonizou alguns ‘acidentes’ e que toda a gente gostou.
No fim da manhã cada grupo foi para um fontanário diferente em que se fotografava e se fazia uma ficha de identificação.

Quando regressamos à junta houve um jogo a pares sobre caretas e assim se passou uma manhã divertida com as actividades d’O nosso património com a ajuda da JovemCoop!

“Rui Becas”

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14 de Julho de 2010


Hoje, dia 14, juntámo-nos novamente no Auditório da Junta de Freguesia de S. Victor, onde fizemos um jogo cujo objectivo era os novos elementos ficarem a conhecer melhor o grupo.

Depois de ficarmos a saber o plano para este dia, dirigimo-nos para a Capela da Nossa Senhora de Guadalupe.

Quando chegámos ao local, fomos para a sacristia onde o monitor Zé nos deu algumas informações sobre a capela.

Já na capela, preenchemos os inventários móveis e observámos com atenção, alguns dos pormenores desta.

Em seguida, dirigimo-nos para o exterior onde jogamos ao jogo da Glória. Neste jogo, um elemento de cada grupo tinha de lançar o dado ''gigante'' e avançar conforme o número que aparecia neste.

Todas as casas tinham um desafio, como por exemplo, uma pergunta sobre monumentos de Braga, ou o grupo inteiro conseguir caber num quadrado muito pequeno, e muitas mais coisas!

Foi um jogo muito divertido onde no final acabámos todos por cair na casa 35, que era para voltar ao início. Como já era tarde não deu tempo para jogar tudo até se encontrar o grupo vencedor, por isso, juntámo-nos em grupos e preenchemos o inventário de sítio.

Terminada esta tarefa, regressámos à Junta de Freguesia de S. Victor, onde terminou mais uma manhã no Património.

"Joana Gaspar"

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13 de Julho de 2010


Começámos o dia dando uma vista de olhos a um mapa de braga do séc. XVI. Nele tentamos localizar vários monumentos já visitados por nós e perceber, que outros tantos já existiam naquela época. E, de seguida, começámos a apontar sítios patrimoniais de grande importância.

Após esta “investigação” fizemos um jogo para testar a capacidade do nosso ouvido e da nossa memória. Quando acabamos esta actividade saímos da Junta de Freguesia e dividimo-nos em dois grupos: um foi primeiro à Casa das Velas e o nosso dirigiu-se à Igreja de S. Victor.

Aí fizemos as fichas móveis de algumas imagens ali colocadas no interior da igreja como decoração. Destacam-se, nos altares laterais, as imagens de S.Tiago, S.Victor, o Sagrado Coração de Jesus, Santo António, Senhora das Angústias e o belíssimo altar das Alminhas do Purgatório. Acabado isto, trocamos de posições com o ouro grupo e dirigimo-nos à Casa das Velas. Lá ouvimos a explicação do Senhor António que, amavelmente, nos acolheu e falou da história do fabrico da cera naquela casa. O grupo colocou algumas questões, do género há quanto tempo a Casa das Velas existia, quem era o proprietário e que tipo de velas fabricam e quais as zonas de Portugal para onde vendem. Alguns elementos do grupo até mergulharam o dedo em cera quente. De seguida viemos cá para fora preencher a ficha daquele local.

Já exaustos, encontrámo-nos com o outro grupo e dirigimo-nos à Junta para terminar a nossa divertida, mas cansativa manhã. Despedimo-nos e esperamos por um dia novo.

"Ana Michaela"

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12 de Julho de 2010


Hoje, dia doze, reunimo-nos, como sempre, na sede da Junta de S. Victor onde fizemos uma dinâmica de grupo que consistia na passagem de uma tarefa para um colega que, posteriormente, teria que representar a tarefa por mímica. De seguida, ouvimos as recomendações do Rico e ficamos a saber a programação para o dia de hoje.

A igreja da Senhora-a-Branca foi o primeiro local para onde nos dirigimos. Para além das inventariações habituais, o Rico teve o cuidado de nos transmitir uma série de curiosidades acerca desta igreja, nomeadamente o facto de se tratar de uma das igrejas mais antigas de Braga. Ficamos a saber também que o nome “senhora-a-branca” foi dado à igreja em homenagem à Senhora das Neves, em Roma, Itália. Como tivemos a oportunidade de observar, esta igreja encontra-se em bom estado de conservação exterior e interiormente. As imagens que a integram também revelam sinais de preservação.

Finalmente, dirigimo-nos para a igreja de S.Victor onde acabamos por não ter tempo para os inventários móveis, contudo, mais uma vez, foi o Rico a explicar-nos as questões mais relevantes do local, assim, contou-nos a história de S. Victor através dos painéis de azulejos presentes na igreja. Este local foi também um bom exemplo de preservação do património da nossa cidade. Como habitualmente esta actividade terminou na sede da Junta de S. Victor.

"Marisa"

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09 de Julho de 2010


Hoje, o último dia da 1ºsemana do património, reunimo-nos na Junta de Freguesia de S.Victor para ficarmos a saber quais as actividades de hoje.

Começámos por fazer um jogo de dinâmica de grupo, depois o monitor Rico distribuiu as tarefas pelos determinados grupos.

O meu grupo, que tem como nome "7 Maravilhas" foi às Alminhas da Casa das Goladas e depois fomos à Quinta de Santa Tecla.

Ficamos a saber que as Alminhas eram, geralmente, erguidas no início dos caminhos ou em encruzilhadas, para proteger os viajantes e livra-los de azares ou outras superstições.

Em seguida fomos até à zona de Sta. Tecla, onde nos foi pedido para inventariar uma capela que pertenceu a uma quinta muito interessante.

Na Quinta de Santa Tecla fizemos o levantamento de alguns santos da capela. O nosso grupo ficou com a cruz de Cristo, e com a imagem de S.António para preenchermos na ficha de património móvel. Antes de irmos embora fomos ao jardim da casa que fazia parte da capela para tirarmos fotografias em grupo. No fim regressamos à Junta de Freguesia de S.Victor.


Anne Sophie

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08 de Julho de 2010


Hoje, dia 8, na acção promovida pela JovemCoop e pela Junta de Freguesia de S. Victor, denominada de "O Nosso Património" fomos ver a Capela de S. Victor-o-Mártir, localizada no Lugar de Passos, na zona do Areal. Diz-se que aqui terá nascido e vivido S.Victor, e que mais tarde, por se ter recusado a idolatrar os deuses romanos, foi castigado e martirizado. Separamo-nos em grupos para trabalhar e preencher a ficha de inventário sobre aquele sitio. Percebemos que nesse sítio tão especial e ligado às origens da Freguesia, a capela ali erguida está completamente ao abandono, parecendo que espera que o tempo se encarregue de a fazer cair na totalidade. Na verdade, parece estranho como a casa ao lado está recuperada e a Capela continua abandonada.

De seguida, fomos a Capela S. Victor-o-Velho para vermos como era por dentro e para sabermos melhor como é que S. Victor morreu. Nesta capela, muito bem recuperada, ainda há uma pedra onde se diz que S.Victor terá sido degolado. Aliás, dizem que a pedra tem uma tonalidade avermelhada que é o sangue do Santo que nunca mais saiu.

"Renato"

N.B.: Vou deixar aqui o historial da vida (lenda) de S.Victor para conhecimento de todos:


Reza a lenda que Victor nasceu em Passos, uma aldeia nas cercanias de Braga. Por volta do ano 312, numa manhã do mês de Abril, Victor saiu de casa e deparou-se com uma festividade em honra aos deuses Ceres e Silvano. Esta festa consistia em carregar as imagens dos deuses e sacrificar, em determinadas paragens, vários animais em honra destes.

Ao cruzar com a procissão, as pessoas diziam a Victor para participar nela, mas Victor, que apenas reconhecia um Deus, escusou-se de prestar culto àqueles ídolos romanos. Os gentios ainda tentaram coroa-lo com flores, em alusão aos deuses, mas Victor tornou a recusar, o que enfureceu as pessoas. Muito indignada com as respostas negativas de Victor, a população irritada, decidiu solicitar ao governador da cidade, chamado Sérgio, que fizesse justiça.

O Governador mandou que trouxessem Victor até si, para o poder interrogar. Os soldados levaram Victor à presença do governador Sérgio, que lhe perguntou porque renunciava às divindades, uma vez que, por ordem do Imperador, deviam ser adoradas. Mas Victor não se deixou intimidar e professou a sua fé em Deus. O governador mandou-o castigar, amarrando-o a uma árvore e açoitando-o. Voltou a perguntar-lhe porque desprezava as divindades romanas. Victor tornou a reiterar a sua fé. E, de novo, o governador mandou-o castigar, desta vez martirizando-o pelo fogo. Mas Victor não cedia, nem desistia de fazer valer a sua Fé em Deus. O governador Sérgio, mediante a convicção de Victor, desistiu e mandou que cortassem a cabeça ao jovem catecúmeno.

A sentença foi cumprida sobre uma ponte de pedra que ligava as margens do rio Este. A partir do dia em que degolaram Victor, aquele local passou a ser conhecido por “Goladas”, em alusão ao derradeiro martírio do santo.

O seu corpo foi lançado ao pântano para ser devorado pelos animais que ali passavam. Reza a lenda que os animais nem se aproximaram do corpo em respeito ao Santo.



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07 de Julho de 2010


Diário de actividade 3º Dia:

Chegado o terceiro dia das actividades do Património, os monitores pediram-nos , como início das actividades para o dia, que numa folha individual, com cores bastante queridas que cada um tinha, que fizéssemos uma espécie de slogan onde nos caracterizássemos para que os outros elementos nos quisessem escolher como amigos para ser utilizado numa outra sessão, dando-nos, assim, a oportunidade de nos conhecermos melhor uns aos outros.

Depois de feita essa primeira, e bastante engraçada, actividade, fomos divididos por grupos, fila indiana e saímos do belo fresquinho que se fazia sentir na sala para os belíssimos muitos e muitos graus que já se faziam sentir logo pela manhã em direcção ao Museu D. Diogo de Sousa!

Ao fim da dolorosa e quente caminhada, à entrada foram-nos dadas 3 palavras (a cada grupo) para que durante a visita guiada ao museu pudéssemos tirar apontamentos sobre o significado das palavras dadas.

Durante a visita guiada pela, também jovem cooperante, Carina tivemos a oportunidade de “viajar” pelo tempo, desde o tempo da idade da pedra (paleolítico) até à época de Bracara Augusta, tendo o privilégio de termos acesso ao laboratório onde pudemos ver o processo de reconstrução e restauração de peças, desde o momento que são trazidas das escavações, a sua lavagem, decifração dos objectos, reconstrução e por fim, restauração das peças.

Nada melhor que uma viagem pelo tempo para aprendermos mais sobre uma herança como este património.

"Lisa"

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Dia 06 de Julho de 2010


Hoje, segundo dia de "O Nosso Património", acolhemos mais algumas pessoas. Integrámo-las neste grande grupo de pessoas jovens e fizemos actividades de grupo para nos sentirmos mais à vontade uns com os outros e conhecermo-nos melhor.

Fizemos uma actividade engraçada, com o objectivo de trabalharmos em grupo (segundo os monitores "o trabalho de grupo é essencial", com o qual concordamos) e termos confiança. A actividade consistia em formarmos uma roda bem fechadinha e sentarmo-nos no colo do nosso colega de trás, sucessivamente. Tínhamos de estar bem firmes e levantar as mãos e a perna esquerda. Caímos algumas vezes, mas foi muito divertido!

Assistimos, também, a uma breve apresentação do trabalho "Cidades criativas", apresentado pelo Dr.Firmino Marques. O objectivo deste trabalho é dar-nos a perceber que temos de ser umas pessoas activas e com voz para evitarmos futuros erros e melhorarmos o nosso país e, aos poucos, até mesmo o mundo inteiro.

Tivemos conhecimento da enorme quantidade de património abandonado e destruído, e uma pequena parte do reaproveitamento deste. Vimos exemplos de património reaproveitado e frequentado pela sociedade e outros exemplares destruídos, substituídos por prédios luxuosos (inúteis, visto que a maior parte está desabitada) ou centros de trabalho. Em Braga, vimos o exemplo de indústrias que nós, jovens, não sabíamos que tinham existido.

Por fim, visitamos algum património de S. Victor e noutros casos, vimos pelo o que foi substituído este património.
Tudo nesta cidade é história e cabe-nos a nós preservá-la.
E a actividade "O Nosso Património", permite-nos fazer isso de uma forma única, divertida e dinâmica.

"Xana"

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Dia 05 de Julho de 2010


Hoje compareci para dar início à 6ª edição do campo de trabalho orientado por monitores da JovemCoop.

No auditório da Junta de Freguesia de S.Victor, os monitores esperavam a chegada dos participantes, enquanto, com azáfama de quem inicia uma grande tarefa, distribuíam crachás e ligavam o projector ao computador.

Assim que reunimos grande parte do grupo, deu-se início à abertura da actividade e falamos sobre “O Nosso Património”, quais os objectivos e as tarefas que temos de cumprir até ao dia 30 de Julho, último dia da actividade.

Em seguida, o “Rico”, enquanto Coordenador Geral da associação falou um bocado sobre como nasceu esta actividade, qual a importância desta e o que se pretende do grupo: - amizade, união e divertimento!

Também o Sr.Presidente disse algumas palavras sobre esta actividade e realçou a vontade de JovemCoop em proteger o património da cidade de Braga.

Seguidamente fomos para o Largo da Senhora-a-Branca onde realizamos dinâmicas de grupo para nos apresentarmos e nos conhecermos melhor.

Hoje o dia é mesmo de diversão, porque depois iremos trabalhar nos registos do património, tal como nos informaram na apresentação deste Campo de Trabalho.
No fim das dinâmicas de grupo, dividimo-nos em grupos mais pequenos, para permitir uma melhor gestão e organização do trabalho que vamos realizar durante estas 4 semanas.

Após efectuarmos as divisões de grupo, regressámos ao auditório da Junta de Freguesia onde os grupos se reuniram para escolher o nome de identificação e promover “os gritos de guerra”, com que demonstramos a nossa força e vontade de trabalhar neste campo de trabalho. E cada grupo teve oportunidade de praticar o seu “grito de guerra” e “rivalizar” com os outros grupos.

No fim desta actividade os monitores disseram o que precisávamos para o próximo dia e, de seguida, fomos embora para casa, terminando este primeiro dia.

"Xico"