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Momento Inspirador
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Casa das Convertidas – uma sugestão para a sua reformulação
A Casa/Recolhimento das Convertidas é um edifício do Séc. XVIII, mandado construir pelo
arcebispo D. Rodrigo Moura Teles, como um equipamento de apoio social e que funcionou
até há cerca de duas décadas.
O edifício, de singular arquitectura, situa-se no centro da Cidade de Braga e é propriedade
do Governo Civil.
Após a saída das últimas utentes, a Casa ficou vazia, totalmente votada a abandono. Sinais desse desamparo são as constantes derrocadas do estuque das paredes, as portas grafitadas ou com cartazes colados, a selva que cresce desordenadamente no jardim e a ausência da presença humana.
No dia 02 de Março, ao fim da tarde, a Casa das Convertidas voltou a encher-se de luz. Da Avenida Central era possível ver um bonito edifício que parecia ter ganho vida. A luz que emanava do seu interior conferia-lhe brilho e parecia iluminar a envolvente, relegando para o esquecimento a degradação daquele imóvel e a desertificação nocturna daquela área.
Após termos assistido a isto, há dois factos que devem ser tomados em conta:
1 – O caso de termos solicitado ao Sr. Governador Civil, a 12 de Julho de 2009, autorização para visitar o interior da Casa das Convertidas, no âmbito da actividade de Verão “O Nosso Património”. Infelizmente, até hoje, não obtivemos qualquer resposta, contudo, por razões que desconhecemos as portas, no passado dia 02 de Março, voltaram-se a abrir para alguém. Ficamos felizes por quem teve a oportunidade que a nós nos foi negada pelo silêncio;
2 – Olhando para aquele imóvel, para a sua arquitectura, para a sua história e para a sua localização, parece-nos que tem as condições para albergar uma estrutura para a cidade. Requalificar e criar condições para ali nascer um Museu da História da Cidade de Braga (que não existe), ou a Casa da Juventude que tanto é reclamada por várias associações juvenis, parecem-nos ideias com qualidade para a cidade. Ou mesmo se para ali se deslocasse o Centro Interpretativo de Braga, ou um Centro Interpretativo de uma das actividades industriais que Braga foi perdendo faz-nos acreditar que aquele imóvel teria a dignidade que lhe é merecida, bem como conferiria à cidade mais um espaço cultural.
Lembramos que além do edifício em si, o mesmo possui um pátio interior e um jardim exterior, de dimensões razoáveis, que poderia servir actividades variadas.
Seria confortante que naquele topo da Av. Central houvesse uma estrutura apelativa e dinâmica, capaz de atrair pessoas e públicos, para que incentivasse a recuperação das habitações contíguas, também abandonadas, e que contribuísse para a ocupação populacional do Centro Histórico. Aquele edifício, só por si, com um cunhal entre a Av. Central e a Rua de S. Gonçalo, poderia dinamizar uma zona que tendencialmente é deserta e escura à noite.
E, além do mais, estaríamos a conferir nobreza ao edifício, estaríamos a respeitar a obra passada e de gente ilustre e a conceder dignidade a um património que se quer erguido por muitos mais séculos.
Envie-nos a sua opinião para :
info@jovemcoop.com
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Sobre o Conselho Municipal da Juventude
Como é sabido, realizou-se no dia 26 de Fevereiro uma reunião do Conselho Municipal da
Juventude (CMJ), que visou abordar a Candidatura do Município de Braga a Capital Europeia
da Juventude em 2012.
Vencida que está a primeira fase de selecção, da qual subsistiram as candidaturas de Braga
e a das cidades gregas de Byron e Heraklion, o nosso Município achou, e bem – na nossa opinião,
reunir o Conselho Municipal da Juventude, auscultando as Associações Juvenis, bem como as Juventudes Partidárias.
A JovemCoop fez-se representar no CMJ e, dessa reunião, fazemos as seguintes reflexões:
1 – Louvamos a iniciativa de voltar a reunir o CMJ, pois estas reuniões haviam sido interrompidas
ainda no ano de 2008;
2 – O facto das convocatórias terem chegado às associações um pouco em cima da data do evento poderá ter condicionado a participação de mais associações, traduzindo-se este CMJ por uma participação abaixo do expectável (sobretudo tendo em conta que o tema principal interessa a todas as entidades associativas juvenis, em particular, e a todos os cidadãos bracarenses, em geral);
3 – O novo modelo organizacional do CMJ, com a inclusão das Juventudes Partidárias sai engrandecido no debate, mas, de alguma forma, torna-se um “palco de desigualdades”. Na verdade, o facto das Juventudes Partidárias estarem mais habituadas a discursar publicamente e de perspectivarem as questões pela óptica dos partidos, embrulham questões práticas numa longa demagogia oratória, direccionando-se em pró ou contra opções dos executivos rotulados com ideologias partidárias.
Da nossa perspectiva, mais que fazer política partidária, torna-se importante que nos CMJ se faça e se concretizem políticas de juventude, em prol dos jovens do Concelho. Políticas de juventude que, de facto, tragam algo de novo aos jovens cidadãos e os muna de “ferramentas” variadas (ao nível da inclusão e incremento do empreendedorismo, qualidade profissional, acesso a actividades culturais, mobilidade, etc).
Foi salutar o debate deste CMJ, mas tornou-se menos proveitoso quando as Juventudes Partidárias, por vezes, se esqueceram do contexto em que estávamos reunidos e se aproveitaram daquela ocasião para descolar daquele tema e associar outros totalmente desenquadrados.
Cremos que pela força dos discursos e pela sua morosidade, algumas das associações lá presentes se inibira de participar mais activamente. Defendemos, por isso, que haja uma regulamentação no tempo de exposição por parte das associações (de âmbito geral ou partidárias), para que o tempo e o acesso sejam mais equilibrados;
4 – O programa da candidatura à Capital Europeia da Juventude 2012, apresentado pela vereação da Juventude da CMB, merece o nosso louvor pela forma como é lato. Uma boa concretização desse programa, em caso de vitória, vai depender da capacidade do Município em gerir os seus recursos internos, mas, sobretudo, na capacidade de mediar o diálogo e envolver na participação as várias entidades associativas do Concelho. Esperamos que esse diálogo seja feito com celeridade e de forma correcta. Somos adeptos de que o Município esclareça como fará a delegação das actividades pelas associações;
5 – Caso Braga não seja a cidade escolhida como Capital Europeia da Juventude, parece-nos perfeitamente plausível e lógico que o executivo camarário possa desenvolver o projecto apresentado, pois o programa é suficientemente forte e atractivo para devolver a Braga o epíteto de Cidade Europeia Mais Jovem;
Por último, apelamos a todas as entidades juvenis que leiam o programa e que, caso desejem contribuir com mais ideias, façam chegar os seus contributos, até dia 11 de Março, ao assessor do Pelouro da Juventude pelo e-mail joel.pereira@cm-braga.pt .
Quem não pertencer a uma estrutura juvenil, mas que queira contribuir com ideias, pode fazê-lo para info@jovemcoop.com, que nós endereçaremos as sugestões para a Vereação da Juventude (também até ao dia 11 de Março).
Envie-nos a sua opinião para :
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