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Diário do Património 2012

VIII Edição


20 de Julho 2012

Visita ao Povoado dos Bracari e Conferência de Imprensa




O Nosso Património com o Executivo da JFS.Victor



Na manhã de hoje, começámos, como sempre, com a concentração dos participantes e monitores pelas 9.30h ! A 1ª tarefa da manhã, foi entregar os passaportes aos monitores para os mesmos carimbarem !

Com os ligeiros atrasos de alguns participantes, a atividade começou pelas 10.15h, onde partimos diretamente para a Avenida Central de Braga, indo diretos a uma réplica de um antigo povoado castrejo que está exposto ao lado do café Astória. Ainda não tendo o Rico chegado, optamos por ir ver os animais domésticos que estão lá em cativeiro (galinhas,patos,ovelhas e bodes), demorando cerca de 5/10min. De seguida, fomos dar uma outra volta pela avenida, onde o Rico nos encontrou e juntou-se a nós. Tendo já o Rico connosco, voltámos ao povoado castrejo, onde o Rico nos explicou o porquê das antigas casas castrejas serem redondas e explicou também o significado de algumas casas terem as chamadas "patas de caranguejo". Foi como ter uma aula de História ao ar-livre.

Com o passar do tempo, voltámos para a Junta de Freguesia por volta das 11.05h, pois iríamos ter uma pequena reunião com o Presidente da Junta e com alguns conhecidos seus. Como a reunião só começava por volta das 11.30h, tivemos tempo de dar uma pequena volta nos jardins da Junta de Freguesia e aproveitámos, também, para comer o nosso lanche!

Como prometido, às 11.30h todos os participantes, monitores, Presidente da Junta de Freguesia e seus conhecidos, estavam todos já sentados no auditório da Junta de Freguesia, onde o Dr.Firmino (Presidente da Junta) começou por agradecer a presença de todos que estavam no auditório, mostrando-nos um pequeno vídeo com imagens destes últimos meses de actividades (de Abril a Julho). A seguir, o Rico teve também a sua oportunidade de falar, agradecendo também a presença de todos, salientando a importância da JovemCoop para a cidade de Braga, dizendo uma frase que me marcou muito : "Os jovens constroem o nosso futuro".

E a melhor notícia foi que "O Nosso Património" além de ser uma actividade durante o mês de Julho, vai ser agora, também um LIVRO! Todo o trabalho que temos vindo a fazer, o de levantamento e registo dos monumentos vai ser editado em livro...YUPIIIIIIIIIIIIIIII!

Depois falou a representante da Comissão da Acção Social da CMB, dizendo também umas grandes palavras sobre a nossa cidade e a importância dos jovens para a mesma, explicando o projecto que iriam ali assinar!

Finalizando, o Sr.Presidente assinou um pequeno "tratado" que consiste em trazer estudantes universitários de fora a viver com idosos sem pagar alojamento na condição de lhes fazerem companhia ! ;)

No final da reunião, os monitores disseram que mandariam os ofícios do acampamento para o email de cada participante, e assim se passou o dia de hoje ! :)

Esteves


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19 de Julho 2012

Monte Picoto




"O Nosso Património no Monte Picoto



Hoje, dia 19 de Julho de 2012 visitámos o Monte do Picoto.

Ao contrário do normal, hoje não começámos o dia a realizar uma dinâmica, uma vez que tínhamos uma longa caminhada pela frente e não podíamos perder muito tempo.

Mal chegámos à Junta fizemos a chamada e foram-nos entregues os materiais e logo de seguida dirigimo-nos para o Picoto.

A primeira paragem foi para vermos a Santa Maria de Braga que se encontra ao fundo da Avenida 31 de Janeiro. De seguida fomos visitar a Capela de Santo Adrião, onde o monitor Rui Ferreira nos explicou algumas coisas sobre a sua história, entre elas como era usada para as crenças das pessoas que estavam prestes a morrer, vítimas de doenças contagiosas e que se apoiavam na sua oração.

Depois destas “paragens turísticas“ continuámos o nosso caminho até ao Picoto.

A caminhada foi longa e difícil, mas passado algum esforço, chegámos finalmente ao cimo do Monte, onde parámos para descansar e lanchar. No entanto, este não durou muito, pois logo de seguida tivemos que fazer o inventário do local. Posteriormente, fizemos uma atividade diferente, em que a monitora Ni nos incentivou a desenhar a cidade de Braga de várias maneiras diferentes, dando-nos assim uma pequena aula de desenho! Foi bonito perceber como a cidade cresceu e como se foi desenvolvendo. Dali de cima, tivemos oportunidade de tirar várias fotografias a vários pontos da cidade e identificar vários monumentos e locais emblemáticos da cidade.

Disseram-nos que há um projecto para alterar o Picoto. Se por um lado aquilo está muito sujo e precisa de ser limpo, por outro lado não se devia perder aquele local verde que é o melhor miradouro para a nossa cidade.

Por fim tivemos que descer o Monte e fazer o caminho de regresso para a Junta, acabando assim mais um dia de “O Nosso Património”.

Maria Betânia Afonso


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18 de Julho 2012

Convento de Montariol e Capela do Alecrim




Visita ao Convento de Montariol



Hoje, dia 18 de Julho, começámos a manhã na Junta de Freguesia com os habituais jogos dinâmicos.

O jogo de hoje era praticamente um jogo de concentração em que o monitor batia palmas, ou estalava os dedos, e nós tínhamos de nos colocar na devida posição, por exemplo: quando batia palmas uma vez tínhamos de saltar, quando batia duas tínhamos de nos sentar, quando batia três tínhamos de fazer de estátua e finalmente quando estalava os dedos tínhamos de nos deitar.

No final, quando já estávamos mais preparados nem sabíamos o que nos esperava, viemos a descobrir que íamos a pé até ao Montariol, ainda por cima com quase 40º, mas felizmente só descobrimos isso quando estávamos a meio do percurso, mais ou menos na rua do Areal de Baixo.

Subimos e subimos até que chegámos ao Convento de Montariol, já algo cansados. Aí estivemos a escutar os monitores David e André que nos falaram um pouco sobre a história do Convento de Montariol. Também descobrimos que o convento já serviu de quartel e a seguir fomos até umas alminhas e oratórios que ali se encontram depositados. Preenchemos as habituais fichas com as suas características, logo a seguir fomos até à entrada da igreja do convento onde mais uma vez preenchemos as ditas fichas e finalmente saímos do Montariol.

Quando chegamos à Rua do Areal de Cima entrámos na Capela do Alecrim, uma capela já bastante degradada, e do estilo barroco nacional, onde pudemos ver a sacristia já muito velha e que mais parecia o cenário de um filme de terror.

Lá para as 12:30 chegamos à Junta de Freguesia onde ouvimos indicações para o dia seguinte.
Enfim foi um fantástico dia de "O Nosso Património".

Um abraço do
Gonçalo


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17 de Julho 2012

Património Desaparecido ou em Vias de Extinção




"O Nosso Património - módulo do Património Desaparecido ou em Vias de Extinção"



Hoje, começámos o dia com a habitual dinâmica que foi igual à de ontem (mandar um dos participantes sair da sala, enquanto ele esperava lá fora os monitores escondiam alguns dos participantes depois a pessoa que estava lá fora, ao entrar, teria que tentar adivinhar quem estava escondido).
Depois, a monitora Né mostrou-nos um powerpoint onde nos relembrava o nosso objetivo como participantes, que consiste em impedir que volte a acontecer noutros lugar da nossa cidade o sucedido no Castelo de Guadalupe que atualmente não passa de um mero condomínio de apartamentos. Também um dos nossos objetivos é preservar o nosso património como: o Salão Egípcio, a Barbearia Matos, a Fábrica Confiança que são alguns exemplos de património que podem seguir o mesmo “caminho” do Castelo de Guadalupe…

De seguida, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de S.Vitor mostrou-nos um powerpoint com o objetivo de nos fazer refletir sobre o que podemos fazer para melhorar o nosso Futuro e o Futuro de Braga. O Sr. Presidente também destacou que já houve um concurso de ideias para encontrar boas soluções que ajudem o desenvolvimento de Braga e nós, os jovens, somos o Futuro e por isso devemos lutar por ele!

Quando saímos da Junta de Freguesia de S.Vitor dirigimo-nos para a Avenida Central onde fizemos várias dinâmicas, mas diferentes das do primeiro dia do património pois agora cada grupo começava com 80 pontos cada. Depois chamaram um elemento de cada grupo para ir arrebentar um dos balões, alguns dos balões tinham três papéis com perguntas sobre o nosso património, outros balões tinham dinâmicas de grupo, como:

- Amarrar nas pernas de um dos nossos elementos do grupo;

- Tentar colocar todos os elementos de um grupo num quadrado de pequenas dimensões e muito mais…

Assim terminou mais uma manhã espetacular de “O Nosso Património”!

Um abraço da
Joana Oliveira


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16 de Julho 2012

Profissões em Vias de Extinção e Casa das Velas





Visita à Casa das Velas, na Rua de S.Domingos



Hoje dia 16 começámos o dia com uma atividade engraçada que nos faz conhecer melhor as pessoas e colegas à nossa volta. Esta atividade consistia em mandar um elemento do nosso grupo sair da sala, enquanto ele esperava lá fora os monitores escondiam os participantes. Posto isto a pessoa que estava lá fora, ao entrar, teria de tentar adivinhar quem estava escondido mas o problema foi que os monitores, para não facilitar a vida à pessoa que ia lá para fora em cada ronda, trocavam os lugares de toda a gente para o caso do individuo que estava lá fora fixasse os lugares.

Ao fim desta atividade fomos submetidos a uma apresentação pelo senhor Thomas Haimerl que nos veio mostrar 3 filmes da sua autoria que falavam das profissões quase extintas que eram o torneiro, o entalhador que tratava das talhas presentes em igrejas (S. Vicente entre outras) e, por último, o encadernador que encadernava os livros.

Quando as apresentações do senhor Thomas acabaram, nós agradecemos a presença dele e partimos em direção ao Seminário e à Fabrica Casa das Velas. Ao chegar lá, foram-nos atribuídas tarefas para intensificar a nossa aprendizagem sobre as mesmas.

Na Fábrica Casa das Velas avistámos vários métodos de criação de figuras (em cera) e de velas, um desses métodos era a secagem do rastilho das velas envolvidos em cera a ferver. Também descobri que esta fábrica já esta em funcionamento desde 1945. Uma atividade que os participantes adoraram foi fazer moldes das mãos em cera.

Concluída esta visita partimos para a Junta com um sorriso na cara como todos os dias.

Artur Borges


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13 de Julho 2012

Igreja de S.Vicente




"Levantamento das epígrafes de S.Vicente"



Como é costume, começámos o nosso dia com uma dinâmica, e esta consistia em formar um círculo e toda a gente imitar um líder enquanto uma pessoa à parte estaria no centro a tentar identificá-lo.

Saímos então da Junta de Freguesia com rumo à Igreja de S. Vicente e, assim que chegámos, a monitora Né começou a falar-nos de alguma da história do Santo, da igreja e o seu estilo de arquitectura.

Passámos então para o interior da igreja onde nos contaram a história de S. Vicente com o auxílio das pinturas nos azulejos (uma característica do estilo barroco).

No 1º painel de azulejos mostrava o nascimento de S. Vicente. No 2º painel mostrava o seu pai a ensiná-lo a ler. No 3º dizia que S. Vicente foi estudar para Zaragoza. No 4º mostrava S. Vicente a ser nomeado diácono pelo tio e bispo Valero. No 5º painel mostrava S. Vicente a pregar a fé cristã. No 6º painel mostra S. Vicente a recusar-se a beijar o busto do Imperador o que fez com que o povo Romano se sentisse insultado. No 7º painel mostrava S. Vicente e o seu tio a serem presos pelos romanos por espalharem a fé cristã. No 8º painel S. Vicente era submetido a torturas. No 9º painel mostrava a morte de S. Vicente apesar dos esforços para que não morresse. No 10º painel o corpo de S. Vicente foi atirado ao pântano para ser devorado por animais selvagens mas um corvo acaba por protegê-lo e depois foi-nos explicado que o corpo foi atirado ao mar, mas acabou por dar a costa onde é hoje o Cabo de S. Vicente. Por fim no último painel mostrava um caixão a ser recebido calorosamente na Sé de Braga.

Depois de nos contarem a história foram distribuídos os principais pontos de interesse como o altar mor, os altares laterais, o órgão… pelos grupos para registarmos todas as informações necessárias.

Acabado o nosso longo trabalho, voltámos para a Junta.

Acho que foi uma óptima manhã de património pois na minha opinião a igreja de S. Vicente é deslumbrante e como sempre divertimo-nos com amigos.

Eduardo Sousa



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12 de Julho 2012

Zona dos Galos - S.Lázaro





Contextualização na Zona dos Galos




Hoje ,dia 12 julho, fomos visitar a Rua do Galo ,esta rua tem uma particularidade interessante, pois tem a aparência de uma aldeia no meio de uma cidade.

Esta rua tem este nome porque nela encontra-se uma fonte onde se encontram esculpidos dois galos.Foi-nos explicado que naquela zona por volta dos séc.XVIII , era muito utilizada pelas lavadeiras , estas lavavam a roupa no rio Este, este rio era também utilizado para moerem os cerais para fazer farinha e pão e por isso foram construídos muitos moinhos junto das margens deste rio.Mais tarde foi construída perto desta pequena população a primeira fabrica de papel .

Muitas pessoas deslocavam-se a este local ,visto que aqui encontravam uma estancia termal , a água possuía características termais e medicinais.

Posto isto dividimo-nos em grupos e prosseguimos ao preenchimento dos inventários. No meu caso inventariamos três casas,deram-nos a conhecer que uma delas era um antigo moinho ,este estava desabitado.

Quando todos os grupos finalizaram a tarefa , fomos encaminhados ate a uma casa ,aí foi nos cedida a permissão para visitar , era um antigo moinho que se encontrava em restauração ,com o objetivo de preservar o nosso património.

Depois da visita realizamos duas pequenas dinâmicas com balões : a primeira consistia em fazer passar um balão de ar para o nosso colega sem tocar com mãos, de seguida fizemos o mesmo mas desta vez com um balão de água . A segunda dinâmica era um pouco mais díficil exigia uma maior concentração e cooperação com o nosso parceiro ,o objetivo era equilibrar o balão de água com a nossa cabeça e claro com a ajuda do nosso companheiro.

Para concluir este magnífico dia , fomos conhecer um tanque.

E como é habitual , voltámos à Junta de Freguesia finalizando mais um dia.

Andreia Azevedo



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11 de Julho 2012

Campo Novo e Capela de N.ª Sr.ª Guadalupe





Trabalho de inventariação na Sacristia da Capela de Guadalupe





No dia de hoje, 11 de Julho, fomos à Praça Mouzinho de Albuquerque, mais conhecida por Campo Novo, que fica em São Vicente, e também fomos à Capela de Guadalupe que fica em São Vítor.

Quando chegámos ao Campo Novo, sentámo-nos em frente à estátua de D. Pedro V, chamaram os grupos e cada grupo teve de criar um nome e um grito de guerra para depois apresentá-lo aos outros grupos e aos monitores.

Depois dos gritos, o André contou-nos a História do D. Pedro V.

- D. Pedro V de Portugal cujo nome completo é Pedro de Alcântara Maria Fernando Miguel Rafael Gonzaga Xavier João António Leopoldo Victor Francisco de Assis Júlio Amélio de Saxe Coburgo e Bragança, nasceu no dia 16 de Setembro de 1837 e morreu no dia 11 de Novembro de 1861, em Lisboa onde viveu e morreu.

- Era cognominado de: O Esperançoso, O Bem-Amado ou O Muito Amado, foi Rei de Portugal de 1853 a 1861.

- Era o filho mais velho da Rainha D.Maria II e do seu consorte D.Fernando II.

- No reinado de D. Pedro V, Portugal foi flagelado por duas epidemias, uma de cólera, (1853 a 1856), e outra de febre amarela, principalmente em 1856/57. Durante esses anos o monarca, em vez de se refugiar, percorria os hospitais e demorava-se à cabeceira dos doentes, o que lhe trouxe muita popularidade.

- Em 1858, D. Pedro V casa-se por procuração com a princesa D.Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, que veio a morrer no ano seguinte vitíma de difteria.

- Sendo a saúde pública uma das suas preocupações, foi juntamente com a sua mulher, a princesa D. Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, que Pedro fundou hospitais públicos e instituições de caridade. Aliás, cumprindo os desejos por ela manifestados, o monarca, fundou o Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa.

- Morreu com apenas 24 anos, em 11 de Novembro de 1861, que segundo parecer dos médicos, devido a febre tifóide (enquanto o povo suspeitava de envenenamento e por isso viria a amotinar-se). A sua morte provocou uma enorme tristeza em todos os quadrantes da sociedade.

- Não teve filhos, por isso quando morreu foi sucedido pelo irmão, o infante D. Luís, que habitava então no sul de França.

- Jaz no Panteão dos Braganças, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.

- Teve uma notável preparação moral e intelectual. Estudou ciências naturais e filosofia, dominava bem o grego e o latim e chegou a estudar inglês. O seu espírito terá sido influenciado pela convivência que teve com Alexandre Herculano, que foi seu educador. (História de Alexandre Herculano aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Herculano).

- No dizer dos biógrafos, D. Pedro V: "com um temperamento observador, grave, desde criança mandou pôr à porta do seu palácio uma caixa verde, cuja chave guardava, para que o seu povo pudesse falar-lhe com franqueza, queixar-se O povo começava a amar a bondade e a justiça de um rei tão triste "

De seguida chamaram-nos novamente grupo a grupo e disseram-nos o que nos era encarregue de inventariar (para um grupo foi as moradias da praça, para outro grupo foi a fonte na praça, para outro a estatua de D. Pedro V e etc..)

Depois de acabarmos o que nos competia, juntámo-nos todos e fomos à Capela de Guadalupe.

Quando chegamos à capela, após subirmos uns quantos degraus, sentamo-nos por grupos nos bancos, alguns monitores falaram-nos sobre a Capela e sobre o Rodrigo de Moura Telles.

Capela de Guadalupe:

- A Capela de Guadalupe foi erguida no alto do monte de Santa Margarida, pelo então arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Telles, que a benzeu em 23 de Março de 1725.

- Na época do arcebispo D. Gaspar de Bragança, o arquiteto Carlos Amarante projetou uma grande alteração à capela, que entretanto não chegou a ser implementada.

- A capela, sob a invocação de Nossa Senhora de Guadalupe, está localizada num parque fechado e protegido por um muro.

- Apresenta planta circular, com uma entrada por um vestíbulo de três arcos.

- Sobre o arco principal abre-se um nicho com a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe e a inscrição epigráfica "Protegam vrbem istam 1747". (Mais informações aqui: http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/3992744/ )

Rodrigo de Moura Telles:

- D. Rodrigo de Moura Telles nasceu a 26 de Janeiro de 1644 em Braga e morreu em Braga a 4 de Setembro de 1728 com 84 anos.

- Foi um clérigo, reitor da Universidade de Coimbra, Bispo da Guarda e Arcebispo de Braga.

- D. Rodrigo de Moura Telles era filho do 2.º Conde de Vale de Reis.

- De 1690 a 1694 foi reitor da Universidade de Coimbra, e em 1694 foi Bispo da Guarda.

- De 10 de Março de 1704 até à sua morte em 1728 foi Arcebispo de Braga.

- Realizou numerosas obras na cidade, instituiu o jubileu das 40 horas ou Lausperene em 1709 prática ainda em vigor. (Mais sobre o Jubileu das 40 horas ou Lausperene aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lausperene)

- Está sepultado na Capela de São Geraldo, na Sé Catedral de Braga.

Depois de nos contarem isto, cada grupo ficou encarregue de inventariar aquilo que lhe competia ( Altares, Altar-mor, Sacristia, Sacrário, Imagens dos Santos, etc. e fora da Capela, o Parque).

Quando todos os grupos acabaram, voltámos para a Junta de Freguesia com mais conhecimento do Património Bracarense. E assim acabou o 8º dia de Património.

Cumprimentos,
Joana Araújo


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10 de Julho 2012

Casa/Quinta de Santa Tecla e conjunto arbóreo




Chegada do Grupo à Quinta de Santa Tecla





Hoje, 10 de Julho, fomos até à Quinta de Santa Tecla. Quando chegámos fizemos duas atividades bastante interessantes. A primeira consistia em criar dois grupos e organizar duas filas tendo como objetivo correr até chegar a uma corda que estava no chão, pegávamos nela e passávamos a corda pelo nosso corpo e voltávamos a correr, novamente, até chegar ao nosso colega. O grupo que acabasse primeiro ganhava.
A segunda atividade consistia em formar uma roda e depois sentarmo-nos no colo do colega que estava atrás de nós, ou seja, depositar a máxima confiança no nosso colega sempre com algumas complicações.

Depois das atividades fomos conhecer a Quinta de Santa Tecla que é muito grande e está muito bem conservada. Foi feita no ano de 1901, é essencialmente de pedra mas o portão é em ferro estando um bocado degradado devido aos agentes de erosão. A cor predominante do portão é o verde e conseguimos observar alguns elementos naturalistas e espirais. Explicaram-nos um pouco da história daquela quinta e procedemos ao preenchimento dos inventários com todo o rigor e com a máxima informação que conseguimos recolher.
Enquanto uns elementos dos grupos tratavam da realização da ficha da Quinta, outros foram para as árvores apontando os seus diâmetros, a distância entre duas árvores e fazer um desenho da disposição do espaço, pois este espaço está classificado como reserva ecológica, equivalente a um Monumento Nacional.

A seguir, fomos fazer o inventário da Capela da Quinta que tem dois púlpitos, a representação da imagem de Santa Tecla, uma cruz e mais coisas. Em seguida, alguns grupos foram fazer o inventário da capela por dentro e outros foram para o exterior fazer o levantamento da informação sobre o jardim, que é muito bonito.

No final de tudo regressámos à Junta e demos por concluído mais um dia do nosso património.
Sofia Praça


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09 de Julho 2012


Ruas/Vias Antigas, Edifícios Históricos, Alminhas e Fábrica Confiança





Registo da Casa Manuelina na Rua de S.Victor



Hoje o dia começou com uma saída ao Largo da Senhora-a-Branca para ver um objeto parecido com um caixote do lixo ou um simples tubo deixado lá pelas obras…Mas afinal era a réplica de um marco miliário que servia para marcar a rota da Via XVII que seguia até Aquae Flaviae (Chaves) e daí para Asturica Augusta (Astorga, Espanha).

Depois passámos para trás da Igreja da Senhora-a-Branca para ver as chamadas “Alminhas”, que ajudavam uma pessoa quando morria ou para a protecção contra as artes do oculto (bruxas e das almas penadas). Essas serviam para os ajudar a encontrar a luz para irem para o céu. Os grupos foram separados e no meu caso fomos a um antigo colégio só para rapazes chamado colégio Pedro Alvares Cabral em que estivemos a fazer o inventário de sítio e a tirar algumas fotos. Finalizado o trabalho juntámo-nos aos outros grupos e seguimos para uma casa com elementos do manuelino como as naus, o adamastor, uma esfera armilar …

Para acabar esta excelente manhã fomos à Fábrica Confiança que o Sr. Presidente da Junta de S.Victor nos falou de como ele com 14 ou 15 anos foi a Lisboa pelo S.C.Braga e, chegando lá, viu nas chaminés gigantes a sair muito fumo. Ao instalar-se no seu hotel reparou nos sabonetes e viu, para seu espanto e depois orgulho, os sabonetes da Saboaria e Perfumaria Confiança, que ganhou a medalha de ouro da Cidade de Braga e é uma das melhores (se não a melhor fábrica de sabão e perfumes de todos os tempos) tendo passado agora para o Porto, numa parceria com a sua maior rival.

Foi uma óptima manhã com a melhor companhia dos meus monitores e colegas da JovemCoop.
Mauro


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06 de Julho 2012


Igreja da Senhora-a-Branca e S.Victor




Registo, em desenho, da Imagem de S.José









Preenchimento da Ficha de Inventário



Hoje dia 6 de julho, fomos visitar duas igrejas, a igreja de S. Victor e da Senhora-a-Branca mas antes de sairmos da Junta realizámos uma pequena dinâmica que consistia em decorar, por ordem, o nome dos colegas e o fruto que eles diziam, (por exemplo: João Banana e Joana Morangos, entre outros)

Antes de sairmos deram-nos os materiais dentro de uma caixa (canetas, lápis, fita métrica,…) e uma capa com folhas que seriam necessários para as atividades que íamos realizar.

Quando saímos da Junta de Freguesia de S. Victor deslocámo-nos para a igreja da Senhora-a-Branca e quando chegámos um monitor explicou-nos a história desta igreja, que aqui vou enunciar: Houve um ano em que se registou um forte nevão no antigo centro do império romano, mais precisamente no monte Esquilino que ficou associado ao sítio onde Nossa Senhora gostaria que fosse erguido um templo.

Este facto foi considerado um milagre, chegando à nossa cidade com o nome de Nossa Senhora a Branca das Neves, sendo agora chamada por Nossa Senhora-a-Branca.

O seu culto foi trazido para Braga pelo arcebispo D. Diogo de Sousa entre 1505 e 1532, que tendo estudado em Roma, era muito devoto desta Senhora.

Depois desta breve história o monitor distribuiu os grupos pelos altares e observámos os santos e o altar tendo sempre em atenção a sua altura, largura, decorações,…

Por fim, tínhamos de descrever e desenhar o que observávamos, realizando esta atividade sempre com ajuda dos nossos monitores.

Em seguida, dirigimo-nos para a igreja de S. Victor onde outro monitor nos contou a história deste santo e que vou explicar: Victor era um rapaz, filho de uma família de renome. Já na adolescência, apesar de não ser batizado, Victor era catecúmeno, ou seja, preparava-se para receber o sacramento do Baptismo e rejeitava as divindades romanas.

Por volta do ano 312, numa manhã do mês de Abril, Victor saiu de casa e deparou-se com uma festividade em honra aos deuses Ceres e Silvano. Cruzando Victor com a procissão, a gente que nela participavam quiseram que o jovem se juntasse a eles e que também festejasse as divindades. Mas Victor, que apenas reconhecia um Deus, recusou-se a prestar culto àqueles ídolos romanos.

Os gentios ainda tentaram coroá-lo com flores, em alusão aos deuses, mas Victor tornou a recusar, o que enfureceu as pessoas. Muito indignada com as respostas negativas de Victor, a população irritada, decidiu solicitar ao governador da cidade, chamado Sérgio, que fizesse justiça.

O Governador mandou que trouxessem Victor até si, para o poder interrogar. E assim aconteceu. Os soldados levaram Victor à presença do governador Sérgio, que lhe perguntou porque renunciava às divindades, uma vez que, por ordem do Imperador, deviam ser adoradas.

Mas Victor não se deixou intimidar e professou a sua fé em Deus. O governador mandou-o castigar, amarrando-o a uma árvore e açoitando-o. Voltou a perguntar-lhe porque desprezava as divindades romanas. Victor tornou a respeitar a sua fé. E, de novo, o governador mandou-o castigar, desta vez martirizando-o pelo fogo. Mas Victor não cedia, nem desistia de fazer valer a sua Fé em Deus.

O governador Sérgio, mediante a convicção de Victor, desistiu e mandou que cortassem a cabeça ao jovem catecúmeno. A sentença foi cumprida sobre uma ponte de pedra de um afluente ligado ao rio Este.

Depois realizámos o mesmo processo que fizemos na Senhora-a-Branca, voltámos para a Junta onde voltámos a realizar a mesma atividade didática, e no fim deram-nos um passaporte onde temos de escrever ou desenhar as nossas atividades diárias.

Ana Luísa Araújo


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05 de Julho 2012


Parque (S.João) da Ponte




"O Nosso Património" no Parque da Ponte



Como habitual começámos o nosso dia com as “tradicionais” dinâmicas. As dinâmicas de hoje consistiam em seguir as ordens que os monitores davam e, quem fosse lento a executar essas ordens, saía do jogo. Quando terminadas as dinâmicas dividimo-nos em grupo para receber o material de trabalho e seguimos caminho sem saber ao certo o destino. É sempre muito divertido porque grande parte dos participantes tenta adivinhar o local que vamos visitar.

Hoje fomos conhecer o parque da ponte e um pouco da sua história. Ficamos a saber que o parque que hoje toda a gente conhece inicialmente era uma quinta e mais tarde com as “modas” foi criado um jardim. Tivemos oportunidade de ver a capela dedicada ao S. João do ano de 1616, de ver a casa de um arcebispo, ver alguns santos que faziam parte da fachada da igreja do Convento dos Remédios, uma fonte antiga e visitamos o estádio 1º de Maio.

Depois de contextualizado todos os elementos os grupos começaram a trabalhar. Os primeiros monumentos a serem inventariados foram os santos da antiga fachada como por exemplo S. Francisco, a Rainha Santa Isabel de Portugal, a Rainha Santa Isabel de Hungria e alguns elementos históricos religiosos. Estes foram fotografados, medidos, descritos, desenhados ao pormenor e com todo o rigor. Em seguida, uns grupos procederam ao inventário da fonte e outros grupos ao estádio 1º de Maio.

Regressámos à Junta de S.Victor e demos por terminado mais um dia do nosso património.

Eu gostei muito do dia de hoje porque só com a visita de hoje é que percebi que o parque da ponte pode ser considerado “um museu a céu aberto” desde que seja preservado e bem apreciado.

Tânia Freitas



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04 de Julho 2012


As Capelas de S.Victor-o-Velho e S.Victor-o-Mártir





Registo fotográfico de S.Victor-o-Mártir






Visita e registo da antiga mercearia






Hoje, 4 de julho visitámos duas capelas.

Quando chegamos à junta de freguesia reunimo-nos como sempre e começámos por realizar duas atividades: a primeira foi o jogo do “barco”, em que tínhamos de nos movimentar de acordo com as instruções dadas pela monitora Né. De seguida fizemos outro jogo, que tinha como objetivo proteger o nosso balão dos outros colegas, aprendendo assim a importância de proteger o nosso grupo!

Depois, foram-nos entregues os materiais necessários para as nossas observações dos lugares, entre eles uma capa com folhas para preenchimento de dados e uma mala com objetos precisos para a nossa visita, como uma bússola, uma fita métrica e os materiais de escrita.

Logo a seguir, caminhámos até à capela S.Vitor – o – Mártir. Quando chegámos, o nosso monitor André contou-nos a história de São Vitor, o que foi essencial para percebermos o resto da visita e também para um melhor conhecimento. Em seguida, começámos as nossas observações, tendo em atenção o ano de construção, o estado de conservação, a decoração, entre outras.

Feitas as anotações partimos para outro local, a capela de S.Vitor-O-Velho. Aí visitamos o seu interior e ouvimos a “ história “ da igreja, construída em 1876. Dentro da igreja, encontra-se um altar lateral, e dentro de uma urna de vidro, permanece uma imagem de S. Victor degolado, que contém uma pequena “relíquia” do santo. Não se conhece de que parte do corpo é esta “relíquia”. Posteriormente, o grupo foi dividido por três lugares, entre eles, uma mercearia antiga, o exterior da igreja e o interior da igreja.

Feita a visita regressámos à junta de freguesia e acabámos assim mais uma manhã da atividade « O Nosso Património”

Beatriz Oliveira (:


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03 de Julho 2012


A visita ao Museu D. Diogo de Sousa





Visita ao Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa



Na manhã do dia 3 de Julho, fomos visitar o museu D. Diogo de Sousa.

Começámos a visita pela visualização de um pequeno filme onde explicava as zonas arqueológicas mais relevantes na cidade de Braga.

Após isso, observámos um friso que se prolongava ao longo de uma grande parede que dá uma abordagem à história do museu.

De seguida passámos para uma sala onde estão expostas as coleções cronologicamente compreendidas entre o Paleolítico e a Idade do Ferro, e observámos variados objetos como o biface, instrumentos de caça, estátuas, machados, capacetes ...

A próxima sala informa sobre, principalmente, o primeiro contacto entre os bracari e os romanos que se deu entre 138-136 a.C, onde já desde então, e até à fundação da cidade de Bracara Augusta 16-15 a.C. , esta região viveu um clima de paz que favoreceu o desenvolvimento, pelo que o comércio em grande escala, proporcionado pela integração no Império romano, abriu novas oportunidades de expansão e negócio.

Nesta sala, a maior parte das peças eram feitas de barro, vidro e cobre e muitas delas submeteram-se a um processo de restauro, onde, a partir das peças encontradas, conseguem projetar a forma da peça e completar os espaços vazios com gesso ficando com a forma da peça original.
Mostrava também o tesouro encontrado na Casa das Carvalheiras que continha 45.000 moedas romanas que foi abandonado devido às invasões bárbaras.

Nesta sala observámos o urbanismo na antiga Bracara Augusta, representadas por maquetas das termas onde se praticava exercício físico, tomavam-se uma série de banhos começando por um denominado de frigidarium - banhos de água fria, depois passando para o tepidarium - banhos tépidos e finalizar com o caldarium - banhos de água quente.
Tinha também uma maquete a representar a Casa das Carvalheiras, uma grande e importante casa da Bracara Augusta e uma pata de cavalo de bronze com folha de ouro que se pensa que tenha pertencido a uma estátua que situava no centro da cidade e com mais alguns objetos pessoais como anéis, brincos...

Neste último espaço expositivo abordam-se três grandes temas – as vias que ligavam Bracara Augusta às restantes cidades do Império romano representadas por marcos miliários que serviam para informar aos viajantes quanto faltava para chegar à cidade e a sua maior função era homenagear os imperadores e a sua soberania e poder.
A outra parte da sala destaca as necrópoles romanas que se situavam sempre fora da área urbana, normalmente junto às vias de saída da cidade. O seu estudo revela-se muito importante para identificar os rituais funerários, mas, também, para avaliar a distribuição e composição da população, uma vez que o espólio das sepulturas e as inscrições funerárias fornecem elementos relativos ao estatuto social dos mortos.

Terminámos esta visita com o mosaico in situ que era feito por quadradinhos muito pequenos para que fizessem "desenhos" no chão ou paredes e quem trabalhava este material era uma grande equipa e muitos dele acabavam por ficar cegos devido ao esforço que realizavam com os olhos para construir o mosaico.
Por fim regressámos a freguesia de São Victor, onde terminámos o segundo dia de “O Nosso Património”.

Renato Santos






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02 de Julho 2012

O primeiro dia da VIII edição de "O Nosso Património" ;)





Dinâmicas de Grupo na Avenida Central




Hoje foi o primeiro dia da oitava edição da actividade « O Nosso património » vi muitas pessoas novas e também pessoas conhecidas mas tenho de confessar não estava à espera de ver tanta gente nova mas foi giro porque acabei por fazer novos amigos….

Começámos o nosso dia no auditório da Junta de Freguesia de S.Victor, onde os participantes se sentaram no lado das cadeiras e os monitores no lado do Palco.

Os monitores da JovemCoop deram-nos a sboas vindas e explicaram-nos os objectivos do projecto “O Nosso Património”. Também o Sr.Presidente da Junta de Freguesia de S.Victor esteve presente e deixou-nos umas palavras de boas vindas e de forte coragem por termos a determinação de acordarmos cedo durante o mês de Julho e termos vontade de, numa forma divertida, podermos aprender mais sobre a nossa cidade.

Depois fizemos várias dinâmicas de apresentação, umas interiores, realizadas no auditório, outras no exterior, na Avenida Central. Fizemos vários jogos e também dinâmicas de grupo como por exemplo:

-escrevermos num papel as nossas características e depois tínhamos de adivinhar de quem eram as características.

-andar de joelhos por debaixo dos nossos amigos e muito mais…

Percebemos, com estes jogos, que ficámos a conhecer-nos muito melhor e preparados para trabalhar em grupo.

Resumindo e concluindo foi uma manhã fantástica!!

Abraços do Benny